:) Não está nada, a fruta é boa!
uma portuguesa na polonia
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Dia de Reis
Hoje comemora-se também o dia de Reis na Polónia. Mas o marido trabalha, porque os feriados que gozam são os da Suiça, da empresa cliente. Confuso, não? Mais um efeito da globalização. Como não havia trânsito por ser feriado, demorou de carro com boleia do Lukasz, cerca de 5 minutos. Já reparei que o C é quase sempre substituído pelo K. Assim Cláudia, é Klaudia. Acrescentam também sempre um z no final dos nomes que acabam em s. Tal como Lukasz, têm um nome idêntico ao nosso Tomás, que fica, Tomasz.
domingo, 5 de janeiro de 2014
Um estúdio para já
Já há casa nova. Um estúdio por 1130 Zlotis, ou seja 270€ com água, luz e gás incluídos. Perto tem um Briedronka, que é do mesmo grupo que o Pingo Doce pois ambos pertencem ao Jerónimo Martins. Está bem localizado, tem jardins à volta, centros comerciais e fica perto da estação de autocarros e não muito longe do trabalho do marido. Não tinha ferro de engomar, então este foi o primeiro "gadget" que "comprámos". Uma particularidade interessante deste electrodoméstico lá, é que passado X tempo sem ser mexido desliga-se sozinho. Por aqui, ainda por Portugal esteve um dia lindo, com direito a passeio pela marina e a aproveitar o pouco tempo deste paraíso. Muitos ingleses a usufruir das esplanadas e sol, com miúdos pequenos. Já temos equacionado em como vai ser começar a primeira classe a aprender uma língua que nunca se ouviu. As nossas escolas aceitam crianças estrangeiras e lá como será? Posso sempre recorrer ao ensino numa escola inglesa, mas não faz muito sentido, quando a maioria dos adultos não sabe inglês. Ou ao ensino doméstico, vindo a Portugal fazer a prova, mas isso seria isolá-lo e a integração cada vez mais difícil. Dizem-me que as crianças aprendem rápido e que muitas vezes até são elas a ensinar os pais. Espero que assim seja, mas fico sempre apreensiva.
A partida no inicio de 2014
Começo por dizer que Portugal voltou a ser um país de emigrantes. Não vou falar das razões, mas parece-me óbvio que quem sofre mais com a globalização são os países periféricos, como é o caso de Portugal. Somos uma família, neste momento, espalhada pelos quatro cantos do mundo, que vai do Rio de Janeiro a Angola. Dos casos de desemprego, com taxas na ordem dos 15,7%, conseguimos durante os primeiros anos da crise sobreviver ao flagelo. Estando efectiva e tendo por obrigação da Troika a empresa onde trabalhava sido vendida a um grupo brasileiro, o risco existente era menor. O marido trabalhava remotamente e em regime de Outsourcing para uma empresa Suiça. Pensei sempre que um dia as coisas podiam subitamente mudar e sermos também nós atingidos mas não tão repentinamente. O projecto do marido termina subitamente em Outubro, com novo gerente da fábrica Suiça a querer o Outsourcing feito apenas por uma empresa só e não por micro-empresas. Ganha uma multinacional. Com esta súbita notícia tentámos emprego na Austrália. Houve contactos que se revelaram infrutíferos, com muita pena nossa, pois se o país está mau a Europa não estará melhor. Foi feita a proposta ao marido pela nova empresa que ganhou o projecto, que reconheceram a sua experiência e a necessidade de o manter no mesmo. Mas a empresa tem os escritórios e este projecto em particular nem mais nem menos que na Polónia. Confesso, não sabia muito deste país, a não ser que era perto da Rússia e que era o país de origem do João Paulo II. Pensei que iria para Varsóvia e sabia a história dos guetos durante a II Guerra Mundial. Mas não, afinal era para uma cidade difícil de pronunciar - Bydsgozcz. Pesquisa no google, percorrer a cidade, que até parecia pequenina. Mas não é, é enorme. Como o primeiro contrato é de 6 meses e neste momento faz muito frio decidimos que o marido iria primeiro. Daqui a uns meses, vamos a caminho para a primeira visita e contacto com os polacos. A partida foi dura, com muito choro à mistura, pouco dinheiro na carteira para pagar despesas cá e lá. O que mais custou foi ver o meu filho agarrado ao pai a chorar! A preocupação de saber como ia ser a chegada e o conseguir comunicar numa terra onde ainda poucos falam inglês e a língua é totalmente diferente. É eslava. Até o moldavo é para nós mais fácil, pois é 30% igual à nossa, ao contrário do polaco. Finalmente depois de ter de apanhar o comboio em Varsóvia o marido chega a Bydsgozcz. Dia seguinte tem a visita de um colega que o convida para ficar na casa dele até arranjar casa. Até agora tem sido 5 estrelas. Hoje foi com ele para traduzir e depois de 3 casas vistas, uma delas cujo senhorio não aceitava estrangeiros, lá fechou negócio e instala-se amanhã. Um dos nossos maiores receios era o frio. E têm estado temperaturas entre -1º e 1º de máxima, coisa difícil de imaginar com os 14º de Lagos. Mas em conversa pelo chat, vejo que anda de manga curta dentro de casa e fiquei mesmo super feliz com isso. O que mais sei sobre a cidade, que é totalmente plana e que muita gente usa bicicleta. E que afinal é enorme. Palavras que já sei: "Bom dia": Gin Dobre e; "Dois cafés": Dwe Cawe. Não me peçam ainda para dizer boa noite, porque está difícil :)
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